Enxaquecas: um desconforto crónico

Cerca de 1 milhão de portugueses sofre de enxaquecas. Um número muito elevado sendo que a sua maioria são mulheres. Esta doença costuma aparecer quando somos jovens (entre os 20 e os 30 anos) e infelizmente tem apenas tratamentos associados não havendo uma cura definitiva. Na maioria dos casos, as enxaquecas são hereditárias.

Há quem confunda dores de cabeça com enxaquecas mas há que perceber as diferenças. As enxaquecas são um tipo de dor de cabeça mas com uma dor associada muito maior. É uma dor latejante muito intensa e que normalmente afecta um dos lados da cabeça. Esta dor aparece regularmente e agrava-se com o esforço. Associada a ela vêm enjoos, vómitos, tonturas, vertigens, sensibilidade à luz e ao ruído. A sua duração pode ser de horas ou em casos muito graves podem durar dias. A medicação usada para uma simples dor de cabeça, normalmente, não tem efeito nestes casos.

Se tem estes sintomas, desloque-se ao seu médico para este lhe indicar o melhor tratamento. Como já foi referido, as enxaquecas não tem cura e são uma doença bastante incapacitante. Prejudicam a vida profissional (durante as crises) devido ao mal-estar exagerado que provocam.

O importante nas enxaquecas é o tratamento escolhido. Para enxaquecas suaves, um analgésico comum poderá ser suficiente. Nos casos mais graves não e daí a importância de visitar o seu médico. O que é comum em todos os tipos de enxaquecas é a antecipação da medicação. Assim que se começam a sentir os primeiros sintomas é necessário actuar de imediato. Por exemplo, se sabe que lhe a sua dor de cabeça se vai tornar em enxaqueca tome a medicação receitada de imediato. Se esperar, o mais certo é vomitar e os medicamentos não chegam a ser absorvidos. O que se nota na maioria dos casos é que ao longo do tempo o corpo vai ganhado tolerância à medicação receitada e portanto há sempre a necessidade de aumentar as doses ou mudar a receita.

Para além do método tradicional, há ainda quem recorra a terapias alternativas: acupunctura, quiropraxia e psico-terapia. Em qualquer uma delas, não as torne substitutas da visita médica.

As enxaquecas podem também estar conectadas com uma tensão nervosa, fadiga, mudança repentina nos hábitos de vida ou até mesmo ser sinal de alguma doença mais grave. De pessoa para pessoa variam as causas das enxaquecas, por isso, se ainda tem duvidas ou se ainda não foi ao médico, aponte cada vez que teve uma enxaqueca e veja se há factores em comum para poder detectar a sua causa. É difícil impedir uma crise mas pode pelo menos tentar evitar. Supõe-se também que alterações na circulação sanguínea cerebral ou nos neuro-transmissores seja fundamental nestas dores.

Se está a ter uma crise, e já tomou a medicação recomendada, deite-se na sua cama, no escuro, luzes apagadas, janela fechada, sem ruído nenhum. Massaje as fontes e depois tente dormir. Colocar compressas frias no local da dor também pode diminuir o mal-estar.

O importante aqui é perceber se essas dores de cabeça que costuma ter são apenas dores de cabeça ou são enxaquecas. Não as confunda e procure o seu médico!

10 Comentários

  1. Rosa Carmo pelo Facebook Abril 26, 2011
  2. Andreia Nunes pelo Facebook Abril 26, 2011
  3. Duarte Vania pelo Facebook Abril 26, 2011
  4. Irene Castelo pelo Facebook Fevereiro 27, 2012

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