Longe da vista, longe do coração

Seja por motivos de trabalho, familiares ou até férias, por vezes os casais têm de enfrentar uma dificuldade: a distância. E quando falamos em distância, falamos em distância física, claro. Emocionalmente acreditamos que estamos sempre presentes.

A distância física e o que ela provoca depende de mulher para mulher e as melhores pessoas para falarem do assunto são aquelas que já passaram por esse afastamento. Podemos considerar um afastamento de dias, semanas, meses ou anos: uma mulher pode lidar bem com um afastamento de 14 ou 15 meses e outra lidar muito mal com um afastamento de 1 mês, certo? Tudo vai depender de personalidades e aspectos diferentes.

Quando a decisão implica um casal separar-se por uns tempos, o que normalmente acontece é uma tentativa de superar isso mantendo a tal “relação à distância”. Actualmente, com telemóveis, webcams, e outras coisas do género, podemos falar e ver o nosso parceiro sempre que houver disponibilidade. O que acontece em alguns casos é que só isso, não chega. O contacto físico é muito importante e já se diz há muitos anos que “Longe da vista, longe do coração”. Será assim?

Seja honesta: acima de tudo, honestidade. A verdade é sempre descoberta por isso, nem vale a pena tentar mentir. A sinceridade nunca foi obrigatória, mas é moralmente um dever. Se for sincera e se souber que o seu parceiro está a ser sincero, ultrapassam-se muitas barreiras.

Dê miminhos: isto parece um bocado absurdo porque quando pensamos em miminhos pensamos em algo físico, no entanto, lembre-se que se uma mensagem especial já tem muito efeito no dia-a-dia, mais efeito terá se a pessoa estiver cheia de vontade de a agarrar. Como a presença física é impossível, tente surpreende-lo e partilhe exactamente tudo com ele como se o visse todos os dias. Contar-lhe como correu o dia e pô-lo a par das novidades é uma boa maneira de se prolongar a confiança e a partilha que sempre tiveram.

Faça uma vida normal: se foi a pessoa que se mudou, já sabe o que a espera não é? Fazer novos amigos, estabelecer novos contactos, conhecer o novo ambiente, espreitar todos os sítios que podem ser uma boa alternativa à sua nova casa e acima de tudo, encarar de frente esta nova vida. Quando se sentir sozinha, agarre-se às suas memórias, às fotografias que levou consigo ou a um telefonema muito rápido. Se foi a metade que ficou no mesmo sítio, a ideia é continuar a sair com os seus amigos, manter-se ocupada e distraída e não se desleixar porque o seu namorado não está.

Não faça planos futuros: a longo prazo, pelo menos. A verdade é que não se sabe se a relação supera os dias que vão estar separados. Mais vale não planear grande coisa e elevar demasiado as expectativas quer dum quer do outro. Deixe os dias passar, o tempo correr e as coisas levam o seu rumo natural. Nem todas as paixões são suficientes para ultrapassar estes momentos e pessoas mais saudosistas não conseguem aguentar um afastamento físico que ultrapasse os 7 dias. Viva o dia-a-dia (como sempre).

O reencontro: se o tempo afinal até passou a voar, se correu tudo bem e é altura de se voltarem a encontrar, óptimo! Só resta aproveitar e abraçá-lo o mais que conseguir. Não há muito para dizer sobre isto. Têm, provavelmente, muito que conversar, muitas coisas para mostrar um ao outro, e nada como uns planos românticos a dois para superar esse tempo que passaram afastados.

Se não correu bem: pense sempre como um ponto positivo, entende? Se não correu bem é porque o amor que sentia não era tão forte como pensava (ou vice-versa). Se houve uma distracção (entenda-se outra coisa), se os objectivos mudaram ou se simplesmente o amor desapareceu é tempo de enfrentar isso. Decida se vale a pena continuarem amigos e supere da melhor maneira o final da vossa relação.

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