Os 3 maiores mitos em redor da traição

O verbo trair não é apenas conjugado entre casais. Traição é um acto que pode acontecer entre duas pessoas amigas, colegas, vizinhas ou familiares, no entanto, a traição conjugal é muito provavelmente a mais comum.

Existem inúmeras e inexplicáveis razões que levam uma pessoa a trair outra, certo? Na cabeça de quem trai podem até fazer todo o sentido mas para a pessoa traída, há muito pouco que seja pior do que imaginar quem gostamos com uma terceira pessoa. Quando a traição é real e tomamos consciência que de facto aconteceu, temos a sensação que o mundo nos cai em cima e é aqui que aparece o primeiro mito: temos culpa de termos sido traídas.

Tal como foi referido em cima, acharmos que temos culpa do que aconteceu é apenas mito. Por muito que ate tenhamos um feitio difícil, uma vida ocupada ou coisa do género, nada justifica uma traição. Podemos não ser bombas sexuais, não saber cozinhar como deve de ser ou não gostar de futebol mas se algo de errado se passava na nossa relação, poderiam ter havido certamente outros meios de se mostrar isso. Efectivamente temos de tomar atenção ás nossas atitudes e ao rumo que podemos estar a dar aquilo que nos une a outra pessoa, mas a traição de que fomos vitimas nunca, mas nunca é culpa nossa.

Depois duma traição, muitas de nós ouvimos o típico discurso de “a traição vai reacender a chama do nosso casamento”, ou seja, o mito número 2. Acreditem que isto não é verdade. Uma traição abala-nos muito emocionalmente. Muitas de nós querem é que o nosso companheiro desapareça da nossa vida e terminam-se imensas relações por culpa destes actos. Traição não reacende chama nenhuma, no máximo o que acontece é que quando nós, mulheres traídas, tomamos a decisão de acabar com a relação, a outra pessoa percebe que de facto gosta demasiado de nós e não nos quer perder. E o fim da história só é positivo, se nós perdoarmos a traição. Se eventualmente a relação já estiver mesmo muito má, a traição só vai destruir o pouco que existe.

Último mito: o nosso companheiro não queria, traiu porque foi um devaneio. É e vai continuar a ser puro mito. Sim, erros acontecem e nós também não estamos imunes, mas por favor merecemos mais do que estas desculpas. Pode ter sido uma única vez, isolada, com alguém a quem ele nunca mais vai por a vista em cima, mas se aconteceu, foi porque os dois quiseram. É duro mas é a verdade. Se foi um beijo, dois beijos, sexo, telefonemas, não interessa. Interessa que duas pessoas tiveram participação nisso, de livre vontade, e uma delas foi o homem que disse gostar muito de nós.

Existem muitos mais mitos, verdades, questões sobre traição. Trair é grave, faz mal à vítima e a quem trai e pode deitar ao “lixo” toda a relação construída até então. A si só lhe cabe decidir se perdoa ou não. Esquecer é impossível, todas sabemos isso e esperemos que eles também o saibam. É impossível que de vez em quando isso não nos venha à memória e é impossível que não exista uma desconfiança vestigial em nós mas podemos tentar reconstruir tudo e seguir em frente. Só tem de perceber se o homem que a traiu é merecedor dessa segunda oportunidade e se a relação que tinham ainda tem muito por onde crescer.

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