Pensar no futuro

Actualmente, devido à crise já instalada, passamos quase o tempo todo do telejornal a ouvir falar em recessão e aumento de impostos e quase todos os jornais têm na capa alguma expressão parecida com “apertar o cinto”, certo? Sabemos que a vida não está fácil para todos e por muito que possamos estar mais à vontade durante o mês, temos de pensar que emergências e imprevistos não acontecem “só aos outros” e nada melhor do que estarmos preparadas para isso.

Estamos a falar de problemas e imprevistos a nível financeiro. Nos dias de hoje, finanças e economias são motivos de discussão entre casais, motivos de angústia e por muito que possamos pensar que o dinheiro não traz felicidade, a realidade é que é essencial para podermos ser minimamente saudáveis.

Desabitue-se do seu cartão de crédito. Pois, o ideal era mesmo não ter nenhum. Se puder livre-se dos que tem, se não for fácil para si tente, pelo menos, usa-lo apenas quando for extremamente necessário. Os juros associados a um cartão de crédito são muitas vezes fatais para qualquer família. Viva à sua medida e não tente parecer mais “rica” do que realmente é. Se tiver algumas prestações em atraso, faça um esforço e corte em tudo o que for considerado luxo: sapatos caros, bugiganga que compra aos molhos, lanche no café todos os dias, ou os chocolates aos quais não resiste mas que até lhe fazem borbulhas na cara. Se para se ver livre do cartão de crédito, vai ter de por fora de questão a compra daquela mala tão linda da Carolina Herrera, então que seja.

Fazer um “pé-de-meia”. De certeza que já ouviu falar nesta expressão, certo? Nada mais indicado a fazer neste momento. Podia dedicar-se a um plano poupança reforma num banco com boas oportunidades mas nem todas nós temos possibilidade de depositar o que os bancos exigem todos os meses ou até mesmo de dar o depósito inicial que nos pedem. Assim faça uma poupança dentro das suas possibilidades e ao seu ritmo. É uma coisa aparentemente básica, arranje um pote, um mealheiro, uma caixinha e deposite uma quantia fixa por mês ou por dia. Imagine por de parte 1 euro todos os dias, ou 20 euros todos os meses, ou 5 euros por semana. E prometer que não lhes toca até ser mesmo necessário, entende? Ao fim de um ano já terá uma quantia razoável posta de lado para pagar o seguro do carro, por exemplo. Não terá juros a receber, pode sempre por a quantia a dobrar quando receber alguma hora extraordinária ou o subsídio de férias.

Repense seriamente os seus empréstimos bancários. Perca um tempinho a rever todos os empréstimos que tem e que vantagem teria em, por exemplo, juntar todas as prestações numa só, podendo estar tornar-se mais baixa. Procure noutras instituições financeiras planos que lhe ofereçam melhores condições que a sua. Fale com o seu gestor de conta e veja se há hipótese de mexer nas suas taxas de juro. Se o seu banco oferecer alguma resistência e não estiver disposto a melhorar as suas condições, mude o seu empréstimo para outra entidade que lhe dê melhores condições.

Faça os possíveis para se manter no seu emprego. Por muito que nem todos os dias apeteça aturar o chefe, ou passar o dia a andar dum lado para o outro, pense em quanto o seu emprego é valioso nos dias de hoje. Faça as suas funções melhor do que ninguém, dê objectivos a si mesma para se sentir capacitada e essencial no seu local de trabalho. Se não ganhar muito, faça por merecer mais e poupe no que puder. Leve o lanche de casa, vá de transportes mas não se desleixe em relação ao seu trabalho. Com ou sem habilitações literárias, lembre-se que se ficar sem emprego nesta altura, será muito complicado de arranjar outro trabalho rapidamente.

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